HORA DO EVANGELHO NO LAR – RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO – CAP. IV – ITENS 10 A 17 – 3ª PARTE – 11_9_2017

Hora do Evangelho no Lar – Cap. IV – Ressurreição e Reencarnação – itens 5 a 9 – 2ª Parte – 4/9/2017
04/09/2017
HORA DO EVANGELHO NO LAR – Os Laços de Família são fortalecidos pela Reencarnação e Rompidos pela Unicidade da Existência – CAP. IV – ITENS 18 a 20 – 1ª PARTE – 18/9/2017
18/09/2017

HORA DO EVANGELHO NO LAR – RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO – CAP. IV – ITENS 10 A 17 – 3ª PARTE – 11_9_2017

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” Mateus 11:15

PRECE

Queridos irmãos, muita paz e muita Luz para todos. Vamos orar, vamos buscando a figura amorosa de nosso Mestre Jesus, Orientador Maior de nossa existência.

Mestre Amado, neste momento em que nos reunimos para falar de Teu Evangelho nós te pedimos que fique conosco, que nos ampare, que nos fortaleça, que nos envolva em Tuas vibrações amorosas para que juntos, possamos entrar na Tua sintonia, no clima elevado e procurar Senhor, recursos para modificar a nossa existência.

Sabemos Senhor, que precisamos, urgentemente, reviver os Teus ensinamentos, praticando-os em nossas vidas, transformando-nos em criaturas melhores, para que o nosso futuro seja um futuro mais feliz.

Obrigada Jesus, por Teus ensinamentos, pela oportunidade da Doutrina Espírita em nossas vidas, pelo estudo edificante e reflexões saudáveis.

Que em Teu nome Mestre Jesus, em nome de Francisco de Assis e da espiritualidade amiga que coordena esta tarefa de amor, mas sobretudo em nome de Deus, iniciamos mais um Estudo do Evangelho.

Permaneça conosco.
Que assim seja

MENSAGEM INICIAL

Considerando a Reencarnação

 

A reencarnação é Lei da Vida.

Impositivo estabelecido, irrefragavelmente, constitui processo de evolução, sem o qual a felicidade seria impossível.

Programada pelo Criador, faculta os mecanismos naturais de desenvolvimento dos valores que jazem latentes, no ser espiritual, que assim frui, em igualdade de condições, dos direitos que a todos são concedidos.

A reencarnação favorece com dignidade os códigos da justiça divina, demonstrando as suas qualidades de elevação e de amor.

Sem a reencarnação – que proporciona a liberdade de opção, com as consequências decorrentes da escolha – a vida não teria sentido para os párias sociais, os homens primitivos, os limitados mentais, os amargurados e infelizes…

Sem a reencarnação, o ódio inato e o amor espontâneo constituiriam aberração perturbadora em a natureza humana.

Da mesma forma, as tendências e propensões que comandam a maioria dos destinos, seriam fenômenos cruéis de um determinismo absurdo, violentador das consciências e dos sentimentos.

Sem a reencarnação, permaneceriam como incógnitas geradoras de revolta, as razões dos infortúnios morais, das enfermidades de alto porte, mutiladoras e degradantes, da miséria social e econômica que vergastam expressivas massas e grupos da sociedade terrestre.

Sem a reencarnação, os laços de família se diluiriam aos primeiros impactos defluentes dos acontecimentos danosos…

A reencarnação enseja reequilíbrio, resgate, reparação.

Faculta o prosseguimento das atividades que a morte pareceria interromper.

Proporciona restabelecimento da esperança, entrelaçando as existências corporais que funcionam como classes para o aprendizado evolutivo no formoso Educandário da vida terrestre.

Oferece bênçãos, liberando de qualquer fatalidade má, que candidataria o Espírito a um estado permanente de desgraça.

A reencarnação enobrece o calceta, santifica o vilão, eleva o caído, altera a paisagem moral do revoltado, dulcificando-o ao largo do tempo, sem pressa, nem violência.

A reencarnação é convite ao aproveitamento da oportunidade e do tempo, que sempre devem ser colocados a serviço do progresso espiritual e da perfeição, etapa final da contínua busca do ser.

FRANCO, Divaldo Pereira. Responsabilidade. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.

LEITURA DO EVANGELHO

Capítulo IV – NINGUÉM PODE VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO

Ressurreição e Reencarnação – itens 10 a 17 – 3ª PARTE.

10 – Desde os tempos de João Batista até agora, o Reino dos Céus é tomado pela força, e os que fazem violência são os que o arrebatam. Porque todos os profetas e a lei, até João, profetizaram. E se vós o quereis bem compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir. O que tem ouvidos de ouvir, ouça”. (Mateus, XI: 12-15)

11 – Se o princípio da reencarnação, expresso em São João, podia, a rigor, ser interpretado num sentido puramente místico, já não aconteceria o mesmo nesta passagem de São Mateus, onde não há equívoco possível: “Ele mesmo é o Elias que há de vir”. Aqui não existe figura, em alegoria; trata-se de uma afirmação positiva. “Desde o tempo de João Batista até agora, o Reino dos Céus é tomado pela força”, que significam estas palavras, pois João ainda vivia no momento em que foram ditas? Jesus as explica, ao dizer: “E se vós o quereis bem compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir”. Ora, João tendo sido Elias, Jesus alude ao tempo em que João vivia com o nome de Elias. “Até agora, o Reino dos Céus é tomado pela força”, é outra alusão à violência da lei mosaica, que ordenava o extermínio dos infiéis, para a conquista a Terra Prometida, Paraíso dos hebreus que, segundo a nova lei, o céu é ganho pela caridade e pela brandura. A seguir, acrescenta: “O que tem ouvidos de ouvir, ouça”. Essas palavras, tão frequentemente repetidas por Jesus, exprimem claramente que nem todos estavam em condições de compreender certas verdades.

12 – Os teus mortos viverão. Os meus, a quem tiraram a vida, ressuscitarão. Despertai e cantai louvores, vós os que habitais no pó, porque o orvalho que cai sobre vós é orvalho de luz, e arruinareis a terra e o reino dos gigantes”. (Isaias, XXVI: 19)

13 – Esta passagem de Isaias é também bastante clara: “Os teus mortos viverão”. Se o profeta tivesse querido falar da vida espiritual, se tivesse querido dizer que os mortos não estavam mortos em Espírito, teria dito: “ainda vivem”, e não: “viverão”. Do ponto de vista espiritual, essas palavras seriam um contra senso, pois implicariam uma interrupção na vida da alma. No sentido de regeneração moral, seriam as negações das penas eternas, pois estabelecem o princípio de que todos os mortos reviverão.

14 – Quando o homem morre uma vez, e seu corpo, separado do espírito, é consumido, em que se torna ele? Tendo o homem morrido uma vez, poderia ele reviver de novo? Nesta guerra em que me encontro, todos os dias de minha vida, estou esperando que chegue a minha mutação (Job, XIV: 10-14, segundo a tradução de Sacy).

Quando o homem morre, perde toda a sua força e expira depois, onde está ele? Se o homem morre, tornará a viver? Esperarei todos os dias de meu combate, até que chegue a minha transformação? (Id. Tradução protestante de Osterwald).

Quando o homem está morto, vive sempre; findando-se os dias da minha existência terrestre, esperarei, porque a ela voltarei novamente. (Id. Versão da Igreja Grega).

15 – O princípio da pluralidade das existências está claramente expresso nessas três versões. Não se pode supor que Job quisesse falar da regeneração pela água do batismo, que ele certamente não conhecia. “Tendo o homem morrido uma vez, poderia ele reviver de novo? ” A ideia de morrer uma vez e reviver implicam a de morrer e reviver muitas vezes. A versão da Igreja Grega é ainda mais explicita, se possível: “Findando-se os dias da minha existência terrestre, esperarei, porque a ela voltarei novamente”. Quer dizer: eu voltarei à existência terrena. Isto é tão claro como se alguém dissesse. “Saio de casa, mas a ela voltarei. ”

“Nesta guerra em que me encontro, todos os dias de minha vida, estou esperando que chegue a minha mutação”. Job quer falar, evidentemente, da luta que sustenta as misérias da vida. Ele espera a sua mutação, ou seja, ele se resigna. Na versão grega, a expressão “esperarei”, parece antes se aplicar à nova existência: “Findando-se os dias da minha existência terrestre, esperarei, porque a ela voltarei novamente”, Job parece colocar-se, após a morte, num intervalo que separa uma existência de outra, e dizer que ali esperará o seu retorno.

16 – Não é, pois, duvidoso, que sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação fosse uma das crenças fundamentais dos judeus, e que ela foi confirmada por Jesus e pelos profetas, de maneira formal. Donde se segue que negar a reencarnação é renegar as palavras do Cristo. Suas palavras, um dia, constituirão autoridade sobre este ponto, como sobre muitos outros, quando forem meditadas sem partidarismo.

17 – A essa autoridade, de natureza religiosa, virá juntar-se no plano filosófico, a das provas que resultam da observação dos fatos. Quando dos efeitos se quer remontar às causas, a reencarnação aparece como uma necessidade absoluta, uma condição inerente à humanidade, em uma palavra, como uma lei da natureza. Ela se revela, pelos seus resultados, de maneira por assim dizer material, como o motor oculto se revela pelo movimento que produz. Somente ela pode dizer ao homem de onde ele vem, para onde vai, por que se encontra na Terra, e justificar todas as anomalias e todas as injustiças aparentes da vida.

Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, a maior parte das máximas do Evangelho são ininteligíveis, e por isso tem dado motivo a interpretações tão contraditórias. Esse princípio é a chave que deve restituir-lhes o verdadeiro sentido.

 

REFLEXÕES: Vemos no texto de Mateus, claramente, a  ideia da reencarnação. ” … ele mesmo é o Elias que há de vir.” Nesta frase está bem explícito que a personalidade de João Batista era Elias reencarnado. Quando Jesus diz :” Os que tem ouvidos de ouvir, ouça”, demonstra saber que a maioria das pessoas ainda não podiam compreender esse ensino, que somente, ficaria claro com as explicações da revelação espírita. No texto de Isaías, vemos a exaltação da vida eterna : “os teus mortos viverão”. Ao usar o verbo no futuro, só poderia estar se referindo à volta deles na Terra, pois se estivesse falando sobre a vida espiritual após a morte, teria dito vivem e não viverão. No texto de Job, Kardec teve o cuidado de transcrever três famosas traduções, onde vemos Job colocando, claramente, em suas perguntas, a ideia da reencarnação. Com essas citações, Kardec quis demonstrar como a ideia da reencarnação já existia entre os princípios religiosos dos judeus, de forma não muito clara, sob o nome de ressurreição. No item 17, Kardec escreve sobre as provas da reencarnação sob o ponto de vista filosófico, resultantes da observação dos fatos. Realmente, a lei da reencarnação é a única que responde às perguntas: de onde vim, para onde vou, porque estou na Terra. É a única que justifica todas as anomalias e todas as injustiças aparentes da vida. Só a reencarnação explica as desigualdades morais, sociais, econômicas existentes em nosso mundo. Só a reencarnação dá aos homens condições e estímulos para continuar trabalhando no desenvolvimento do bem em si mesmo e da Terra. Só com a lei da reencarnação, muitos dos ensinos de Jesus se tornaram claros, lógicos, entendidos e aplicáveis de forma consciente e racional. Por isso, Kardec escreveu que este princípio é a chave que deve restituir ao cristianismo o seu verdadeiro sentido. Para estudo complementar do Evangelho, ver O Livro dos Espíritos, caps IV e V; O que é o Espiritismo, cap. II; ambos de Allan Kardec; e a Pluralidade das Existências, de Pezzani.

 

PRECE E VIBRAÇÕES –

 

“Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia.” [Emmanuel / Chico Xavier]

 

 

 

 

Caminhando para o encerramento de nossas reflexões, vamos unindo nossos corações, nossos pensamentos e sentimentos e vamos agradecendo a Jesus por estes momentos de paz e reflexão, em que estivemos reunidos e, com nossos corações repletos de gratidão, rogamos a Jesus que suas Luzes de bênçãos fluidifiquem nossas águas e envolvam a todos nós, dando-nos tranquilidade, paz e saúde física, mental e espiritual.

E assim, vamos juntos vibrarmos para que se estabeleça a Paz Mundial e a harmonia entre os povos. Vibramos pelo nosso Brasil, por nossos governantes e por nosso povo.

Vibramos Senhor, amorosamente, por todas aqueles que estão passando pelas tragédias da natureza, dê a todos Sr. força e coragem para superarem os momentos de aflição e consolo para aqueles que perderam seus entes queridos. Que as forças da natureza sejam acalmadas e pacificadas.

Que todos aqueles, encarnados ou desencarnados, que estão em sofrimento neste momento, recebam o balsamo, os lenitivos para suas dores; que aqueles que se encontram presos aos vícios encontrem o caminho da libertação, o caminho do bem, que nos conduz a Jesus.

Abençoe e fortaleça Mestre, aqueles que ainda se encontram desempregados e que buscam um meio digno para sobreviver e sustentar seus familiares.

Abençoe Mestre aos nossos entes queridos, aos nossos amigos e principalmente aqueles que se consideram nossos inimigos.

Divino Amigo esteja sempre ao nosso lado para que tenhamos forças e discernimento em nossas vidas.

Te agradecemos pela oportunidade e privilégio do estudo edificante, do trabalho no bem e Te agradecemos principalmente pela Tua presença em nossas vidas.

Permaneça sempre conosco Senhor e que assim seja!

 

Uma ótima e abençoada semana.

Paz e Luz!

 

 

 

Deixe uma resposta