HORA DO EVANGELHO NO LAR – ESTUDANDO O EVANGELHO – MARTINS PERALVA – Capítulo 4 – O FILHO DO HOMEM – 18/12/2017

HORA DO EVANGELHO NO LAR – Capítulo V – Bem Aventurados os Aflitos – Instr. Espíritos: III – A felicidade não é deste mundo – item 20 – 11/12/2017
11/12/2017
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25/12/2017

HORA DO EVANGELHO NO LAR – ESTUDANDO O EVANGELHO – MARTINS PERALVA – Capítulo 4 – O FILHO DO HOMEM – 18/12/2017

“Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem”. (Mateus, 13:16)

 

PRECE

Caros irmãos, que neste momento Jesus nos traga- sua paz e seu amor a nos envolver e amparar sempre.

Agradecemos Mestre Amado por mais esta oportunidade de aprendizado e reflexão, oportunidade de estarmos aqui reunidos para mais um encontro de corações em torno dos Teus ensinamentos. Mestre Amado, neste momento em que iniciamos nossos estudos nós vos pedimos: ensina-nos a amarmos aos nossos semelhantes como têm nos amado; ensina-nos a repartirmos com nosso próximo o afeto e carinho com que nos envolve sempre. Que, com teus ensinamentos Mestre, possamos enxergar naqueles que sofrem, nosso irmão de caminhada e auxiliá-lo. Que as nossas mãos se estendam em direção àquelas que se nos estendem à procura das Tuas!

Auxilia-nos Mestre a superarmos a distância que o nosso egoísmo estabelece em relação ao nosso próximo e nos dê sempre a oportunidade do entendimento, do discernimento e do trabalho bendito.

E assim Mestre Jesus, em Teu Nome, com Teu amparo e proteção, mas acima de tudo em nome de Deus Pai, iniciamos os estudos de hoje.

Que assim seja!

 

MENSAGEM INICIAL

Agradeço, Jesus, 

 

A bênção do Natal que nos renova e aquece
Em vibrações de paz aos júbilos da prece,
Que te louvam, dos Céus ao pó que forra o chão!…
Agradeço a mensagem que te exalta,
Reacendendo o Sol da Nova Era
Nos cânticos da fé viva e sincera
Que nos refaz e eleva o coração.

Agradeço as palavras em teu nome,
Naqueles que conheço ou desconheço,
Que me falam de ti com bondade sem preço,
Conservando-me em ti, seja em que verbo for,
E as afeições queridas que me trazem,
Por teu ensinamento que me alcança,
A sublime presença da esperança
Ante a força do amor.

Agradeço o conforto
De tudo o que recebo em forma de ternura,
Na mais singela flor que me procura
Ou na prece de alguém
E as generosas mãos que me auxiliam
A repartir migalhas de consolo,
Seja um simples lençol ou um simples bolo
Para a festa do bem.

Agradeço a saudade
Dos entes que deixei noutros campos do mundo,
Que me deram contigo o dom profundo
De aprender a servir, de entender e de orar,
Os afetos que o tempo me resguarda
Sob fulgurações que revejo à distância,
Induzindo-me a ver-te entre os brincos da infância
Nas promessas do lar!…

Por tudo em que o Natal se revela e se expande
A envolver-nos em notas de alegria
Que o teu devotamento nos envia
Em carícias de luz,
Pelo trabalho que nos ofereces,
Perante a fé maior que hoje nos invade,
Para a edificação da Nova Humanidade,
Sê louvado, Jesus!…

Maria Dolores (In: Os Dois Maiores Amores – Francisco Cândido Xavier)

 

LEITURA DO EVANGELHO

ESTUDANDO O EVANGELHO – MARTINS PERALVA – Capítulo 4

O Filho do Homem

 

… não tinha onde reclinar a cabeça.

Nasceu numa manjedoura.

Não tinha onde descansar a cabeça.

Morreu numa cruz, escarnecido e humilhado.

Eis a história, comovente e bela, sublime e incompreendida, do Cristo de Deus…

Daquele que estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu.

A lição é, inegavelmente, profunda.

Do estábulo ao Calvário, sua vida foi um cântico de misericórdia e amor, simplicidade e compreensão, indulgência e grandeza.

Na manjedoura — nasceu entre pacíficos animais e singelos pastores.

No mundo — viveu no meio de mulheres, crianças e homens infelizes.

Na cruz — morreu entre ladrões vulgares, escrevendo, contudo, no

Gólgota, a mais deslumbrante epopeia de luz que a Humanidade já presenciou.

Muitos homens nasceram em berços de ouro, mas encarnaram existências nulificadas.

Viveram no mundo cercados de honrarias, ostentando títulos e galardões pomposos, disputando lauréis e considerações, mas tiveram seus nomes esquecidos tão logo desceram ao túmulo.

Tiveram os seus corpos guardados em caixões riquíssimos, mas, apesar das pompas funéreas, nada fizeram para que o mundo lhes perpetuasse o nome, a obra, a memória.

O homem não vale pela casa, nem pelo berço onde nasceu.

Não importam as considerações de que foi alvo, espontâneas ou provocadas.

Não tem valor intrínseco a imponência do mausoléu que lhe acolhe os

despojos carnais, no devido tempo.

Não tiveram os pais de Jesus uma tradição de aristocracia genealógica que lhe facilitasse os passos na caminhada pelo mundo e lhe favorecesse o triunfo e a glória, o poder e o mando.

Nada que O preservasse do acinte e da crueldade, do achincalhe e do opróbrio da populaça inconsciente, desvairada e perversa.

José, seu pai, carpinteiro anônimo em Nazaré, não desfrutava do prestígio temporal.

De manhã à noite, manejando a enxó e o formão, ganhava, com o suor do rosto, o alimento de cada dia.

Não era de família nobre, segundo a conceituação humana; não conhecia as altas rodas do seu tempo, mas era rico de qualidades superiores, de bens espirituais.

A sua vida e o seu programa eram simples: a Igreja, a oficina e o lar

humilde, honrado.

Maria, sua mãe, era mulher sem renome social, mas virtuosa e pura,

imaculada e santa.

Seu mundo, era o lar.

Sua felicidade, o esposo e o filho.

Se o lar era-Lhe um santuário, a sinagoga era-Lhe um paraíso.

No lar e na sinagoga conversava com Deus, diariamente, em silenciosa e divina comunhão.

Como se vê, não vale o homem pela riqueza do berço em que dormiu o primeiro sono; pela opulência em que viveu; nem pela suntuosidade com que o sepultaram.

Vale o homem e disso dá exemplo a vida do Senhor — pela valorização que procura ou sabe dar aos minutos, às horas, à existência enfim.

 

O Mestre não tinha onde descansar a cabeça.

“As feras – asseverava Ele – têm os seus covis.”

“As aves — continuava — têm os seus ninhos.”

“Mas o Filho do Homem — concluía — não tem onde reclinar a cabeça.”

O Cristo de Deus, o Salvador do Mundo, não tinha onde repousar a

Augusta cabeça.

O Redentor da Humanidade, a Luz de Todos os Séculos, não conhecia um mínimo de conforto.

Apesar disso, o Farol que acendeu no topo do Calvário, quando parecia derrotado e vencido, continua iluminando os eternos caminhos da Humanidade planetária.

Os homens, todavia, ludibriados, buscam a fortuna e o poder, na doce ilusão de que o poder e a fortuna podem assegurar, na vida espiritual, a glória que se não extingue.

Quem não busca, avidamente e a qualquer preço, inclusive da própria

dignidade, a riqueza e a evidência, é categórico no mundo, à conta de

insensato, sonhador, idealista.

O mundo não compreende o homem que se limita a obter o indispensável ao seu e ao sustento dos que lhe constituem o instituto familiar.

Assim como Ele veio “para o que era seu” e os seus “não o receberam”, a mentalidade humana não pode entender aquele que se não obstina em acumular tesouros que a traça consome, o ladrão rouba e o tempo destrói.

Admirável homem de hoje é o que sabe amealhar fortuna, mesmo que a vida desse homem seja inócua, vazia, egoísta.

O Cristo, evidentemente, não foi um mendigo; mas, também, não foi um milionário dos bens terrenos.

Os tesouros de Deus estavam no seu coração.

Tesouros que distribuía com abundância, fartamente, prodigamente, na consolação aos desalentados e no esclarecimento aos ignorantes.

O Cristo — “Médium de Deus”, segundo Kardec e Emmanuel — não tinha onde reclinar a cabeça.

Aquela cabeça que supervisionara, dos Celestiais Páramos, a formação da Terra.

Utilizando singelas alpercatas, percorria, incansavelmente, as estradas palestinenses, as praias do Tiberíades.

Trajando simplesmente uma túnica desprovida de quaisquer ornamentos que revelassem superfluidade, podia, no entanto, ofertar a homens e mulheres, anciães e jovens, as moedas da Fé e da Esperança na Vida Imperecível.

Assinalava o valor dos patrimônios espirituais, repetindo, inúmeras vezes: “A tua fé te salvou.”

Lembrava o perigo dos bens perecíveis, advertindo:

“Não vos afadigueis por possuir ouro, ou prata, ou qualquer outra moeda em vossos bolsos.”

A Judas, o discípulo afanoso, recomendava: “… a bolsa é pequenina;

contudo, permita Deus nunca sucumbas ao seu peso.”

Se desejamos a glória da Vida Imortal, o que nos compete, sem dúvida, é o cumprimento de todos os deveres que a vida nos sugere, mesmo que, igualmente, não tenhamos onde reclinar a cabeça.

Glória que se obtém com a vivência cristã.

Escrevendo, diuturnamente, no Livro da Vida, as obrigações que

assegurem o nosso e o equilíbrio de quantos evolucionam, como nós, em busca da perfeição com Jesus.

 REFLEXÕES:  Jesus chega nos ensinando o amar e o perdão. Chega nos ensinando, Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Ele veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não está na Terra, mas no Reino dos Céus, ensinar-lhes o caminho que os conduz até lá e os meios de se reconciliarem com Deus. Naquela época o povo já conhecia a Lei Divina, conhecia o amor, o que precisavam eram aprender a agir, a aplicar o amor e a compreensão no seu dia a dia. Muitos de nós até hoje ainda não aprendemos a agir conforme os ensinamentos de Jesus. Mas Jesus, nunca não nos abandonou…e ainda nos disse: “Bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem”.

Á medida que vamos aguçando o nosso olhar e a nossa audição, sob a direção do Evangelho, vamos também nos libertando de nossos erros. Tornamo-nos uma pessoa nova, um ser preocupado exclusivamente em colocar em prática os ensinamentos trazidos por Jesus. Pensemos nisso!

PRECE E VIBRAÇÕES –

 

“Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia.” [Emmanuel / Chico Xavier]

 

Vamos agora, de coração aberto, desejamos irradiar amor a todos os nossos irmãos, especialmente para aqueles que procuram amparo e conforto espiritual. Que nestes momentos possamos nos tornar um foco transbordante de amor e paz a irradiar em todas as direções, fazendo vibrar nos corações oprimidos o reconforto, a amorosidade, a compreensão, a paz e o equilíbrio.
Vamos vibrar:
– pela paz universal
– pelo nosso Brasil, por nosso Estado e por nossa cidade.
– pelos espíritos que reencarnam com missões definidas.
– pelos doentes do corpo e da alma, que se encontram internados nos hospitais, em albergues ou em seus lares e até mesmo nas ruas.
– pelos idosos que estão em asilos, casas de repousos, solitários e desamparados dos familiares.
– por todos os jovens e por todas as crianças.
– por todas as casas que propagam o Evangelho de Jesus, por nossa Casa também e por todos os seus colaboradores e assistidos.
– por todos os nossos amigos e por aqueles que se colocam como nossos inimigos, que eles encontrem a liberdade e a paz.
– por todos os lares da terra, para que haja harmonia e paz entre os familiares.
– Vamos deixando uma suave vibração amorosa para que seja utilizada pela equipe espiritual, nos casos mais necessitados.
– por fim, pedimos permissão para vibrarmos por nós mesmos, para que possamos ter sempre força e coragem para vencermos nossas próprias imperfeições e continuarmos perseverantes na fé, no amor e no caminho do bem para evoluirmos moral e espiritualmente.
E assim, Mestre Jesus, ainda queremos Te pedir para que nossas águas sejam fluidificadas, que nelas possam ser depositados os fluidos divinos que reequilibram nosso corpo físico, espiritual e mental.
Obrigado Senhor, por todas as graças que nos foram enviadas neste momento de estudo e de preces; obrigado Mestre Jesus, pelos Teus mensageiros de Luz que nos auxiliaram o entendimento e que orientam sempre os nossos caminhos; obrigado por ter-nos ensinado o amor e que através da prece recebemos o alimento necessário para a nossa sobrevivência espiritual. Deixamos um agradecimento especial aos nossos Mentores e Protetores, por todo o bem que nos tem feito e nosso pedido a Jesus para que os ilumine cada dia mais e que juntos, um dia, possamos Te agradecer. E assim, Mestre Amado, em Teu nome encerramos os estudos de hoje. Seja Jesus sempre nossa companhia, nos dando bom ânimo e discernimentos, nos dando alegria de viver e que Tua Paz esteja sempre conosco.

Que assim seja.

 

Uma abençoada semana a todos.

Paz e Luz.

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