HORA DO EVANGELHO NO LAR – Cap. 23 – MORAL ESTRANHA – itens 1 a 3 – ABORRECER PAI E MÃE – 20/3/2017.

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HORA DO EVANGELHO NO LAR – Cap. 23 – MORAL ESTRANHA – itens 1 a 3 – ABORRECER PAI E MÃE – 20/3/2017.

O que ama o pai ou a mãe, mais do que a mim, não é digno de mim; e o que ama o filho ou a filha, mais do que a mim, não é digno de mim. (Mateus, X: 37).

 PRECE

Senhor Jesus, Mestre amigo, em meio às confusões do dia, acalma os nossos passos, dando-nos tranquilidade, retirando a  tensão de nossos músculos e nervos com a música tranquilizadora que vem do burburinho das águas que correm mansamente os rios.
Acalma nossos passos Senhor para que, mesmo em meio aos ruídos do dia-a-dia, em meio as lutas e as alegrias, em meio aos cansaços possamos sentir a Tua presença constante em nosso coração, em nossa vida.
Obrigada Senhor, pelo dia de hoje, por nossa família, pelo nosso trabalho, pelos amigos e sobretudo, pela Tua Presença em nossas vidas.

E assim Mestre Jesus, em Teu Nome e, com a permissão de nosso Pai, iniciamos mais um Estudo do Teu Evangelho de Luz.

Permaneça conosco Mestre,

Que assim seja.

 MENSAGEM INICIAL

RENUNCIAR •  Emmanuel

 “E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna.” — Jesus (MATEUS, capítulo 19, versículo 29.)

 

Neste versículo do Evangelho de Mateus, o Mestre Divino nos induz ao dever de renunciar aos bens do mundo para alcançar a vida eterna. Há necessidade, proclama o Messias, de abandonar pai e mãe, mulher e irmãos do mundo. No entanto, é necessário esclarecer como renunciar.

Jesus explica que o êxito pertencerá aos que assim procederem por amor de seu nome.

A primeira vista, o alvitre divino parece contra-senso.

Como olvidar os sagrados deveres da existência, se o Cristo veio até nós para santificá-los?

Os discípulos precipitados não souberam atingir o sentido do texto, nos tempos mais antigos.

Numerosos irmãos de ideal recolheram-se à sombra do claustro, esquecendo obrigações superiores e inadiáveis.

Fácil, porém, reconhecer como o Cristo renunciou.

Aos companheiros que o abandonaram aparece, glorioso, na ressurreição.

Não obstante as hesitações dos amigos, divide com eles, no cenáculo, os júbilos eternos. Aos homens ingratos que o crucificaram oferece sublime roteiro de salvação com o Evangelho e nunca se descuidou um minuto das criaturas.

Observemos, portanto, o que representa renunciar por amor ao Cristo. É perder as esperanças da Terra, conquistando as do Céu.

Se os pais são incompreensíveis, se a companheira é ingrata, se os irmãos parecem cruéis, é preciso renunciar à alegria de tê-los melhores ou perfeitos, unindo-nos, ainda mais, a eles todos, a fim de trabalhar no aperfeiçoamento com Jesus.

Acaso, não encontras compreensão no lar? os amigos e irmãos são indiferentes e rudes?

Permanece ao lado deles, mesmo assim, esperando para mais tarde o júbilo de encontrar os que se afinam perfeitamente contigo. Somente desse modo renunciarás aos teus, fazendo-lhes todo o bem por dedicação ao Mestre, e, somente com semelhante renúncia, alcançarás a vida eterna.

Da obra: Caminho, Verdade e Vida, Emmanuel, psicografia de Chico Xavier.

 LEITURA DO EVANGELHO

Capítulo 23 – MORAL ESTRANHA

ABORRECER PAI E MÃE

1E muita gente ia com ele; e voltando Jesus para todos, lhes disse: Se alguém vem a mim, e não aborrece a seu pai e sua mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e ainda a sua mesma vida, não pode ser meu discípulo. E o que não leva a sua cruz, e vem em meu seguimento, não pode ser meu discípulo. – Assim, pois, qualquer de vós que não dá de mão a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo. (Lucas, XIV: 25-27, 33).

2O que ama o pai ou a mãe, mais do que a mim, não é digno de mim; e o que ama o filho ou a filha, mais do que a mim, não é digno de mim. (Mateus, X: 37).

3 – Certas palavras, aliás muito raras, contrastam de maneira tão estranha com a linguagem do Cristo, que instintivamente repelimos o seu sentido literal, e a sublimidade da sua doutrina nada sofre com isso. Escritas depois da sua morte, desde que nenhum evangelho foi escrito durante a sua vida, podemos supor que, nesses casos, o fundo do seu pensamento não foi bem traduzido, ou ainda, o que não é menos provável, que o sentido primitivo tenha sofrido alguma alteração, ao passar de uma língua para outra. Basta que um erro tenha sido cometido uma vez, para que os copistas o reproduzissem, como se vê com frequência nos fatos históricos.

A palavra odiar, nesta frase de Lucas: “Se alguém vem a mim, e não odeia a seu pai e sua mãe”, está nesse caso. Ninguém teria a ideia de atribuí-la a Jesus. Seria, pois, inútil discuti-la ou tentar justificá-la. Primeiro, seria necessário saber se ele a pronunciou, e, em caso afirmativo, se na língua em que ele se exprimia essa palavra tinha o mesmo sentido que na nossa. Nesta passagem de João: “Aquele que odeia a sua vida neste mundo a conserva para a vida eterna”, é evidente que ela não exprime a ideia que lhe atribuímos.

A língua hebraica não era rica, e muitas das suas palavras tinham diversos significados. É o que acontece, por exemplo, com aquela que, no Gênese, designa as frases da criação e servia ao mesmo tempo para exprimir um período de tempo qualquer e o período diurno. Disso resultou, mais tarde, a sua tradução pela palavra dia, e a crença de que o mundo fora feito em seis dias. O mesmo acontece com a palavra que designa um camelo e um cabo, porque os cabos eram feitos de pelos de camelo, e que foi traduzida por camelo, na alegoria da agulha. (Ver cap. XVI, nº 2)

É necessário ainda considerar os costumes e as características dos povos que influem na natureza particular das línguas. Sem esse conhecimento, o sentido verdadeiro de certas palavras nos escapa. De uma língua para outra, a mesma palavra tem um sentido mais enérgico ou menos enérgico. Pode ser, numa língua, uma injúria ou uma blasfêmia, e nada significar, nesse sentido, em outra, conforme a ideia que exprima. Numa mesma língua as palavras mudam de significação com o passar dos séculos. É por isso que uma tradução rigorosamente literal nem sempre exprime perfeitamente o pensamento, e, para ser exata, faz-se por vezes necessário empregar, não os termos correspondentes, mas outras equivalentes ou circunlóquios explicativos.

Estas observações aplicam-se especialmente à interpretação das santas Escrituras, e em particular aos Evangelhos. Se não levarmos em conta o meio em que Jesus vivia, ficamos sujeitos a enganos sobre o sentido de certas expressões e de certos fatos, em virtude do hábito de interpretarmos os outros de acordo com as nossas próprias condições. Assim, pois, é necessário não dar à palavra odiar (ou aborrecer) a acepção moderna, que é contrária ao espírito do ensinamento de Jesus. (Ver também o cap. XVI, nº 5 e segs.).

 REFLEXÕES: Nesse capítulo 23 – Estranha Moral – Kardec coloca todas as passagens que podem causar estranheza, mau entendimento, justamente porque se refere a temas, que quando interpretados ao pé da letra, de forma alguma, condiz com a conduta Moral de Jesus.

Não que Jesus esteja ensinando algo fora do que já vinha dizendo, é porque a INTERPRETAÇÃO E TRADUÇÃO dessas passagens causam estranheza. Entendemos Moral como uma regra da boa conduta e, portanto, da distinção entre o bem e o mal em observância às Leis de Deus que são imutáveis. Precisamos lembrar que a cada época; língua, costumes e palavras são utilizados em diferentes níveis de interpretação. Lembrando também que as condutas mudam de acordo com leis que regem o país em que vivemos. De uma língua para outra, o mesmo termo se reveste de maior ou menor energia. Jesus prega plenamente o amor, até entre os inimigos. Seria um contra senso acreditar que ele falasse em odiar e, mesmo, aborrecer, no sentido comum que conhecemos. De duas uma: ou a palavra foi escrita de forma indevida, ou a tradução não pode captar o seu verdadeiro significado. A palavra “odiar” na época em que foi escrita queria dizer “amar menos”. O ideal que Jesus quis pregar é que amássemos a todos sem diferenças, e para segui-lo em sua mais plena natureza missionária o ideal é que alargássemos a grandeza de nosso amor, muitas vezes, tão reduzida somente aqueles que nos são próximos. A ideia de abandono da família não condiz com a doutrina de Jesus. Ele não exigia que o seguissem fisicamente e nem exige hoje, que abandonemos a família para seguir o cristianismo, mas sugere que estudemos os seus ensinamentos, para que, mais esclarecidos e colocando-os em prática possamos, viver e conviver melhor com os familiares e com o mundo. Pensemos nisto!

 PRECE E VIBRAÇÕES –

 “Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia.” [Emmanuel / Chico Xavier]

 E assim fortalecidos e harmonizados com toda divindade, nós vamos vibrar, e vibrar é desejar os nossos melhores pensamentos e os nossos melhores sentimentos a todos aqueles que precisam mais do que nós.

Vamos vibrar inicialmente pelo nosso planeta, por nosso pais e por todos os povos, para que a paz e harmonia se estabeleçam na Terra.

Vibremos por nossas Casas Espíritas e por todos aqueles que divulgam o Evangelho de Jesus para que sejam sempre fortalecidos e protegidos.

Vibremos por todos os lares, principalmente por aqueles que se encontram em desarmonia;

Por todos aqueles que, encarnados ou desencarnados, se encontram em sofrimento, presos nas trevas dos vícios, na depressão, na solidão, que se encontram desesperançados – que todos possam encontrar a Tua Luz de Amor e Esperança;

Vibremos pelos jovens e pelas crianças indefesas e dependentes de orientações que as conduzam no caminho do bem;

Vibremos pelos parentes difíceis que dificultam a boa convivência.

Vibremos por nosso lar, imaginando a figura meiga de Jesus entrando pela porta principal, deixando em todos os aposentos, um rastro de luz, que ilumina todos os ambientes e essa luz transborda por portas e janelas e vai envolvendo a todos os nossos vizinhos, removendo todos os miasmas oriundos de formas pensamentos dos irmãos desajustados, proporcionando a todos uma atmosfera de paz, consolo, esperança, serenidade, respeito mútuo, e amor fraterno.

E finalmente, pedimos permissão para vibrarmos por nós mesmos, que as reflexões de hoje nos auxilie a revermos nossas atitudes, nos auxilie a alargarmos o amor em nós respeitando as diferenças, a estudarmos mais os ensinamentos do Mestre para que assim, mais esclarecidos, possamos viver e conviver melhor com nossos familiares, amigos e com todos aqueles que nos cercam.

Que nossas aguas possam ser fluidificadas neste momento e que nelas sejam depositados os medicamentos necessários a nossa saúde física e espiritual, que através delas possamos obter força e coragem para nossa transformação moral.

E assim Senhor, gratos por todas as bênçãos recebidas, despedimo-nos na Tua paz.

Que assim seja!

Que todos tenham uma semana repleta de bênçãos.

Paz e Luz.

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