Hora do Evangelho no Lar – Cap. 22 – NÃO SEPARAR O QUE DEUS JUNTOU – Indissolubilidade do Casamento – itens 1 a 4 – segundas 13/3/2017

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Hora do Evangelho no Lar – Cap. 22 – NÃO SEPARAR O QUE DEUS JUNTOU – Indissolubilidade do Casamento – itens 1 a 4 – segundas 13/3/2017

“Auxiliemos, na Terra, a compreensão do casamento como sendo um consórcio de realizações e concessões mútuas, cuja falência é preciso evitar. Divulguemos o princípio da reencarnação e da responsabilidade individual para que os lares formados atendam à missão a que se destinam.” (André Luiz).

PRECE INICIAL

Queridos irmãos…que a Paz de Jesus nos envolva, nos ampare e nos abençoe neste nosso encontro de corações.

Vamos orar: Agradecidos Senhor por mais esta oportunidade de aprendizado, elevamos nossos pensamentos a Deus, nosso Bondoso Pai, rogando que nos envolva e nos ilumine com as luzes do saber, do entendimento e da fraternidade; que nosso aprendizado de hoje converta-se em ações no nosso dia a dia. Auxilia-nos Pai, a sermos merecedores do Teu Amor, Que Tua Divina presença em nosso lar seja sempre a força do amparo, da proteção e da coragem que necessitamos para aprendermos e crescermos, evoluindo sempre. Seja Senhor, sempre, nossa fonte de inspiração.

E assim, em Teu Nome e em Nome de nosso Mestre Jesus, iniciamos mais um Estudo do Evangelho.
Que assim seja.

LEITURA INICIAL

 CASAMENTO E DIVÓRCIO

Divórcio, edificação adiada, resto a pagar no balanço do espírito devedor. Isso geralmente porque um dos cônjuges, sócio na firma do casamento, veio a esquecer que os direitos na instituição doméstica somam deveres iguais.
A Doutrina Espírita elucida claramente o problema do lar, definindo responsabilidades e entremostrando os remanescentes do trabalho a fazer, segundo os compromissos anteriores em que marido e mulher assinaram contrato de serviço, antes da reencarnação.
Dois espíritos sob o aguilhão do remorso ou tangidos pelas exigências da evolução, ambos portando necessidades e débitos, combinam encontro ou reencontro no matrimônio, convencidos de que união esponsalícia é, sobretudo, programa de obrigações regenerativas.
Reincorporados, porém, na veste física, se deixam embair pelas ilusões de antigos preconceitos da convenção social humana ou pelas hipnoses do desejo e passam ao território da responsabilidade matrimonial, quais sonâmbulos sorridentes, acreditando em felicidade de fantasia como as crianças admitem a solidez dos pequeninos castelos de papelão.
Surgem, no entanto, as realidades que sacodem a consciência.
Esposo e esposa reconhecem para logo que não são os donos exclusivos da empresa.
Sogro e sogra, cunhados e tutores consangüíneos são também sócios comanditários, cobrando os juros do capital afetivo que emprestaram, e os filhos vão aparecendo na feição de interessados no ajuste, reclamando cotas de sacrifício.
O tempo que durante o noivado era todo empregado no montante dos sonhos, passa a ser rigorosamente dividido entre deveres e pagamentos, previsões e apreensões, lutas e disciplinas e os cônjuges desprevenidos de conhecimento elevado, começam a experimentar fadiga e desânimo, quanto mais se lhes torna necessária a confiança recíproca para que o estabelecimento doméstico produza rendimento de valores substanciais em favor do mundo e da vida do espírito.
Descobrem, por fim, que amar não é apenas fantasiar, mas acima de tudo, construir. E construir pede não somente plano e esperança, mas também suor e por vezes aflição e lágrimas.
Auxiliemos, na Terra, a compreensão do casamento como sendo um consórcio de realizações e concessões mútuas, cuja falência é preciso evitar.
Divulguemos o princípio da reencarnação e da responsabilidade individual para que os lares formados atendam à missão a que se destinam.
Compreendamos os irmãos que não puderem evitar o divórcio porquanto ignoramos qual seria a nossa conduta em lugar deles, nos obstáculos e sofrimentos com que foram defrontados, mas interpretemos o matrimônio por sociedade venerável de interesses da alma perante Deus.

pelo espírito André Luiz, psicografia: Waldo Vieira, Livro: Sol nas Almas – Cap. 10 – Pág. 38

LEITURA DO EVANGELHO 

Capítulo 22 – – NÃO SEPARAR O QUE DEUS JUNTOU

Indissolubilidade do Casamento

1 – E chegaram-se a ele os fariseus, tentando-o e dizendo: É porventura lícito a um homem repudiar a sua mulher, por qualquer causa? Ele, respondendo, lhes disse: Não tendes lido que quem criou o homem, desde o princípio os fez macho e fêmea? E disse: Por isso, deixará o homem pai e mãe, e ajuntar-se-á com sua mulher, e serão dois numa só carne. Assim que já não são dois, mas uma só carne. Não separe logo o homem o que Deus ajuntou. Replicaram-lhe eles: Pois por que mandou Moisés dar o homem à sua mulher carta de desquite, e repudiá-la? Respondeu-lhes: Porque Moisés, pela dureza de vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres, mas ao princípio não foi assim. Eu, pois, vos declaro, que todo aquele que repudiar sua mulher, se não for por causa da fornicação, e casar com outra, comete adultério, e o que se casar com a que o outro repudiou, comete adultério. (Mateus, XIX: 3-9)

2 – A não ser o que procede de Deus, nada é imutável no mundo. Tudo o que procede do homem está sujeito a mudanças. As leis da natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países; as leis humanas, porém, modificam-se segundo os tempos, os lugares, e o desenvolvimento intelectual. No casamento, o que é de ordem divina é a união conjugal, para que se opere a renovação dos seres que morrem. Mas as condições que regulam essa união são de tal maneira humanas, que não há em todo o mundo, e mesmo na cristandade, dois países em que elas sejam absolutamente iguais, e não há mesmo um só em que elas não tenham sofrido modificações através dos tempos. Resulta desse fato que, perante a lei civil, o que é legítimo num país em certa época, torna-se adultério noutro país e noutro tempo. Isso porque a lei civil tem por fim regular os interesses familiais e esses interesses variam segundo os costumes e as necessidades locais. É assim, por exemplo, que em certos países o casamento religioso é o único legítimo, enquanto em outros o casamento civil é suficiente.

3 – Mas, na união conjugal, ao lado da lei divina material, comum a todos os seres vivos, existe outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, e exclusivamente moral, que é a lei do amor. Deus quis que os seres se unissem, não somente pelos laços carnais, mas também pelos da alma, a fim de que a mútua afeição dos esposos se estenda aos filhos, e para que sejam dois, em vez de um, a amá-los, tratá-los e fazê-los progredir. Nas condições ordinárias do casamento, é levada em conta a lei do amor? Absolutamente! Não se consulta o sentimento mútuo de dois seres, que se atraem reciprocamente, pois na maioria das vezes, esse sentimento é rompido. O que se procura não é a satisfação do coração, mas a do orgulho, da vaidade, da cupidez, numa palavra: todos os interesses materiais. Quando tudo corre bem, segundo esses interesses, diz-se que o casamento é conveniente, e quando as bolsas estão bem equilibradas, diz-se que os esposos estão igualmente harmonizados e devem ser muito felizes.

Mas nem a lei civil, nem os compromissos que ela determina, podem suprir a lei do amor, se esta não presidir à união. Disso resulta freqüentemente, que aquilo que se uniu à força, por si mesmo se separa, e que o juramento pronunciado ao pé do altar se torna um prejuízo, se foi dito como simples fórmula. São assim as uniões infelizes, que se tornam criminosas. Dupla desgraça, que se evitaria se, nas condições do matrimônio, não se esquecesse à única lei que o sanciona aos olhos de Deus: a lei do amor. Quando Deus disse: “Serão dois numa só carne”, e quando Jesus advertiu: “Não separe o homem o que Deus juntou”, isso deve ser entendido segundo a lei imutável de Deus, e não segundo a lei instável dos homens.

4 – A lei civil seria então supérflua, e deveríamos retornar aos casamentos segundo a natureza? Não, certamente. Porque a lei civil tem por fim regular as relações sociais e os interesse familiais, segundo as exigências da civilização, e eis porque ela é útil, necessária, mas variável. Deve ela ser previdente, porque o homem civilizado não pode viver como o selvagem. Mas nada, absolutamente, impede que ela seja um corolário da lei de Deus. Os obstáculos ao cumprimento da lei divina decorrem dos preconceitos sociais e não da lei civil. Esses preconceitos, embora ainda vivazes, já perderam o seu domínio sobre os povos esclarecidos, e desaparecerão com o progresso moral, que abrirá finalmente os olhos dos homens para os males incontáveis, as faltas, e até mesmo os crimes que resultam das uniões contraídas com vistas apenas aos interesses materiais. E um dia se perguntará se é mais humano, mais caridoso, mais moral, ligar um ao outro, dois seres que não podem viver juntos, ou restituir-lhes a liberdade; se a perspectiva de uma cadeia indissolúvel não aumenta o número das uniões irregulares.

REFLEXÕES: Kardec entende que o casamento está sob três leis:

1ª – lei natural material: procriação; 

2ª – lei natural moral: amor; 

3ª – lei dos homens: a legislação humana sobre o casamento. 

As duas primeiras, como são leis naturais, são imutáveis. A terceira lei é passível de mudanças, revisões, isto é, tende a progredir ao longo do tempo. A primeira lei permite a renovação dos seres que morrem, ao passo que a segunda, exclusivamente moral, permite a união de dois seres pelos laços da alma. É da inobservância destas leis que surgem as uniões infelizes, assentadas unicamente nos interesses materiais. Ver Livro dos Espíritos, questões 695 a 699 e 939 a 940ª, para complementação dos estudos.

VIBRAÇÕES E PRECE FINAL

“Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia.”
[Emmanuel / Chico Xavier]

 Agradecendo a Jesus por mais este nosso encontro de corações, Vamos, com os pensamentos elevados, pedindo que Ele abençoe e que fortaleça nosso propósito de nos melhorarmos e caminharmos rumo a nossa Evolução Espiritual. E assim, harmonizados, vamos vibrando em favor de nossos irmãos.

Vamos vibrar pedindo a Jesus pela Paz Mundial e harmonia entre todos os povos; pelo nosso Brasil e por nossos governantes para que saibam manter a paz em nossa Pátria.

Vibremos por todos aqueles que sofrem, encarnados e desencarnados,  que se encontram enfermos da alma ou do corpo físico; pelos encarcerados; pelos órfãos; pelas casas de repouso; asilos e manicômios; pelas vítimas de conflitos, de guerras entre os povos.

Vibremos nossa Casa Espírita, que acolhe e reconforta a todos aqueles que vêem em busca de um bálsamo para suas dores. Vibremos por todos os jovens e crianças para que sejam sempre protegidas; por todos os lares da Terra, para que tenham sempre muita compreensão e amor entre os familiares.

Vamos vibrando com muito amor pelos nossos lares e por todos os nossos queridos, que a união, o entendimento e o amor estejam sempre presente.

Rogamos a Jesus permissão para que, através dos benfeitores que nos assistem, sejam depositados em nossas águas os fluidos divinos para que através deles possamos adquirir força e coragem para as lutas de todos os dias, para nossa transformação moral e espiritual, para vivermos em paz e harmonia com tudo e com todos, para nosso pronto restabelecimento e revitalização de nossa saúde física, espiritual e mental.
E assim, agradecemos nosso Mestre Jesus por todas a bênçãos recebidas e pela dedicação com que cuida, ampara e consola a todos nós, através de suas palavras tão cheias de verdade, profundidade e bondade!
Que o estudo de hoje seja refletido e aplicado em nossos dias, renovando nossa maneira de pensar, nossas atitudes… fazendo-nos mais compreensivos e fazendo-nos enxergar o mundo com mais amor.
Que as vibrações amorosas de nosso Mestre Jesus permaneçam conosco no decorrer deste dia e que a Tua Paz esteja sempre presente em nossas vidas.

Gratos Senhor, Que assim seja!

Paz e Luz a todos.

 

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