HORA DO EVANGELHO NO LAR – JESUS EM BETÂNIA – CAP. 55/56 – ESTUDANDO O EVANGELHO – MARTINS PERALVA – 01/01/2018

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HORA DO EVANGELHO NO LAR – JESUS EM BETÂNIA – CAP. 55/56 – ESTUDANDO O EVANGELHO – MARTINS PERALVA – 01/01/2018

“..Vivei em paz…”  Paulo, (II CORÍNTIOS. 13:11.) 

 

PRECE

Caros irmãos, que neste momento Jesus nos traga- sua paz e seu amor a nos envolver e amparar sempre.

Agradecemos Mestre Amado por mais esta oportunidade de aprendizado e reflexão. Mestre Amado, neste momento em que nos preparamos para nosso primeiro estudo de 2018, queremos vos pedir: ensina-nos Mestre, a amarmos aos nossos semelhantes como têm nos amado; ensina-nos a repartirmos com nosso próximo o afeto e carinho com que nos envolve sempre. Que, possamos enxergar naqueles que sofrem, nossos irmãos de caminhada e auxiliá-los. Que as nossas mãos se estendam em direção daquelas que nos estendem à procura das Tuas!

Auxilia-nos Mestre a superarmos a distância que o nosso egoísmo estabelece em relação ao nosso próximo e nos dê sempre a oportunidade do entendimento, do discernimento e do trabalho bendito.

E assim Mestre Jesus, em Teu Nome, com Teu amparo e proteção, mas acima de tudo em nome de Deus Pai, iniciamos os estudos de hoje.

Que assim seja!

 

MENSAGEM INICIAL

Mantém-te em paz.
É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.

Para isso, contudo – para que a tranquilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.
Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.

Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.

Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho…
Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços… Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.

Uns acusam, outros choram.
Ajuda-os, enquanto podes.
Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.
Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.

Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.

Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.

Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.

Emmanuel/Chico Xavier. Livro: Fonte Viva

 

LEITURA DO EVANGELHO

ESTUDANDO O EVANGELHO – MARTINS PERALVA – Cap. 55/56

Jesus em Betânia

E uma mulher, chamada Marta, hospedou-o em sua casa.

Uma das mais belas ocorrências evangélicas é a que se desenrola em

Betânia, pitoresca aldeia da Judéia, por ocasião da visita do Mestre à casa de Marta e Maria.

Tudo nela é grandioso e comovente, pela simplicidade de que se reveste o divino acontecimento.

A localidade singela, a casinha modesta e os elegantes contornos do

Monte das Oliveiras formam a sugestiva paisagem exterior, emoldurada por um crepúsculo de incomparável beleza.

Lá dentro, possivelmente sob o percuciente olhar de vizinhos e curiosos, duas jovens irmãs, espiritualmente distanciadas entre si, acolhem o Mestre Compassivo.

Maria, assentada aos pés de Jesus, ouve-lhe, embevecida, os ensinamentos; Marta, afanosa, inquieta, ia e vinha arrumando as coisas e preparando frugal repasto para o Hóspede Celeste, que se dignara transpor-lhe os umbrais domésticos.

No centro da conversação, majestoso e sereno, com os cabelos a lhe envolverem os ombros, o Divino Amigo distribuía os tesouros da sua grandeza, enunciando parábolas encantadoras e alegorias de extrema simplicidade.

A sua palavra harmoniosa pairava no singelo aposento, saturando-o de suave magnetismo e sublimes vibrações.

Preceitos de humildade, incentivos ao perdão, magníficas noções de fraternidade, advertências justas e oportunas, doces consolações e incisivas referências à necessidade do trabalho construtivo, fluíam, abundantes, dos lábios imáculos de Nosso Senhor.

Quando se verificava uma trégua na pregação sem atavios de retórica, respeitoso silêncio dominava o recinto, realçando a tocante solenidade daquela hora memorável.

Maria conservava-se assentada aos pés do Mestre, embriagada de amor evangélico, sonhando os mais belos sonhos de que era capaz o seu formoso coração. A presença de Jesus na rústica habitação de Betânia representava, para o seu idealismo, glorioso minuto, maravilhosa oportunidade que sua alma sensível não desejava perder.

O espírito de Maria vibrava em planos superiores, ansioso por algo que tivesse, sobretudo, um sentido de permanente beleza e radiosa eternidade.

Pouco se preocupava, naquele momento, estivesse sua irmã atarefada, entrando e saindo, no preparo do caldo reconfortante com que procurava honrar a pessoa augusta do Mestre.

Jesus continuava falando, falando, pausadamente…

Aquela suave e ao mesmo tempo enérgica inflexão de voz tinha o dom de prender, de magnetizar docemente a todos que dele se aproximavam, a todos que o escutavam.

Num dos instantes em que o Senhor exalçava o trabalho, a generosa e simpática figura de Marta detém-se na sala, agora convertida num minúsculo plenário de luz.

Observando a irmã enlevada diante de Jesus — esquecida de tudo e alheia a todos — e ouvindo-lhe as derradeiras referências sobre o dever bem cumprido, na pauta das obrigações comuns, interpela-o, em tom queixoso: – Senhor, não te importas que minha irmã tivesse deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que me venha ajudar.

Podemos imaginar a surpresa de todos, no momento em que Jesus era diretamente convidado a opinar sobre um problema trivial, rotineiro, inerente às duas dedicadas anfitriãs.

Que iria responder o Mestre?

Exprobraria o procedimento da moça que ficara a seus pés, indiferente ao esforço da irmã?

Censuraria Marta, por se mostrar tão ciosa dos deveres terrenos, em detrimento dos espirituais?

Louvaria a dedicação da primeira, que se mostrava tão profundamente interessada nas Verdades por Ele anunciadas?

Como opinaria o Mestre — perguntavam, cada um a si mesmo, os circunstantes, inclusive Marta e Maria…

Alguns instantes transcorreram e as palavras de Jesus ecoaram no aposento, com imensa ternura e infinita compreensão: Marta! Marta! Andas inquieta e preocupas com muitas coisas.

O Mestre não censura Marta.

Não a recrimina.

Não lhe ironiza a ambliopia mental.

Não lhe diz, em tom de humorismo, que se acha presa às coisas terrestres.

Bondosamente adverte-a por sua inquietação ante problemas de rotina — inquietação que revela um estado espiritual ainda inseguro, vacilante, indeciso.

Falou-lhe, em seguida, da melhor parte, escolhida por Maria, desdobrando ao espírito da jovem um ângulo de vida ainda inexplorado pela sua mente plumitiva.

Há na existência humana — na existência de toda criatura — duas partes: a material, representada pelas obrigações que a própria vida impõe, e a espiritual, representada pelos deveres relacionados com a alma eterna.

Ambas são respeitáveis, porque integram o conjunto de necessidades humanas, decorrentes da própria vida em sociedade.

A mulher e o homem, o velho e a criança, o pobre e o rico, a autoridade e o subalterno, o letrado e o analfabeto vivem as duas partes.

O que as distingue, contudo, é que uma tem caráter efêmero e a outra tem caráter definitivo.

A parte material de nossa vida, em que pese à sua respeitabilidade, é passageira, é transitória.

A parte espiritual é eterna, imortal, imperecível.

A inquietação de Marta indica apreço maior à parte material, tanto assim que se não preocupa com as sublimes lições que o Mestre distribui, com abundância — e que Maria absorve, sequiosa.

À medida que a criatura vai sentindo a parte espiritual, começa a existir nela mesma, do lado de dentro, uma quietude, um sossego, uma profunda e inalterável calma no trato com a outra parte — a material.

Foi o caso de Maria.

Não ignorava que a arrumação do aposento e o próprio repasto podiam ser adiados — sem prejuízo para os interesses eternos.

Podiam ficar para depois, a fim de que se não perdesse o alimento divino que Jesus ofertava.

O abençoado minuto da visita do Cidadão Celeste representava ocorrência fundamental, inadiável, que, possivelmente, nunca mais se repetisse.

O Mestre deveria seguir o seu caminho, demandando outras aldeias e outras gentes, a espalhar luz em profusão e bênçãos em abundância.

Sol Divino — a iluminar outros sóis, que lhe refletem a claridade…

Urgia, portanto, não se perdesse uma só de suas palavras, um só dos seus ensinamentos.

Esse era o conceito de Maria, a respeito da visita de Jesus à sua casa…

* **

Há muita gente no mundo na posição de Marta: generosa e fraterna, mas inquieta, agitada, desassossegada ante as coisas perecíveis.

Muito poucos seguimos o exemplo de Maria, que, acordada para a

Verdade, mostrava-se quieta por dentro e por fora, superior aos problemas efêmeros, sem, contudo, desprezar-lhes a valia relativa.

A advertência do Mestre conserva, ainda hoje, a sua oportunidade.

É necessário impere em nós o espírito calmo de Maria, inclinado às coisas infinitas, a fim de que as inquietações finitas de Marta nos não impeçam de ouvir, sem enfado, os conselhos do Mestre — que o Evangelho trouxe e o Espiritismo revive.

O Evangelho, que o Senhor pregava naquela hora a Maria e a Marta, continua sendo o tema de mais fundamental importância para a nossa alma.

Por meio de suas lições, sentidas e exemplificadas, caminharemos para o progresso, alcançaremos a luz.

Os problemas mundanos, sem que os depreciemos, nem lhes diminuamos o valor, atendem, apenas, ao instante que passa.

Jesus — no conceito de Maria — era uma realidade que ela desejava perenizar na sua alma; um tesouro que não lhe devia fugir dos olhos e do coração.

Jesus — no conceito de Marta — era um Hóspede Celeste, cuja presença deveria honrar, naquele instante.

Os serviços domésticos constituíam, para a jovem afanosa, elemento inadiável.

O Cristo respeitou, carinhosamente, a imaturidade da moça de Betânia, tanto que se limitou a realçar-lhe a inquietação, tentando reajustá-la: Marta! Marta! andas inquieta e te preocupas com muitas coisas.

Identificou-lhe, com ternura, a infância espiritual.

Sabia-a despreparada para remígios mais altos, como plumitiva das coisas espirituais.

Não a censurou, nem a recriminou. Apenas aconselhou-a, com delicadeza, a que se acalmasse.

E, sem exaltar a vantajosa posição de Maria, para não lhe prejudicar o germe do entendimento superior, esclarece: Maria, pois, escolheu a boa parte e esta não lhe será tirada.

 

REFLEXÕES:  Pensemos nisto e que possamos viver em paz, escolhendo sempre a boa parte, que não nos será tirada!

PRECE E VIBRAÇÕES –

 

“Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia.” [Emmanuel / Chico Xavier]

 

Com a certeza de que Jesus está conosco nesse momento, vamos unindo nossos corações, deixando que nossos sentimentos fraternos se intensifiquem e se expandam a fim de podermos doá-los em benefício de nossos irmãos. E assim, fortalecidos e amparados com Deus nosso Pai e Jesus nosso Irmão Maior, vamos vibrar. Que nestes momentos possamos nos tornar um foco transbordante de amor e paz a irradiar em todas as direções, fazendo vibrar nos corações oprimidos o reconforto, a amorosidade, a compreensão, a paz e o equilíbrio.
Vibremos juntos:
– pela paz universal
– pelo nosso Brasil, por nosso Estado e por nossa cidade.
– pelos espíritos que reencarnam com missões definidas.
– pelos doentes do corpo e da alma, que se encontram internados nos hospitais, em albergues ou em seus lares ou até mesmo, sozinhos, pelas ruas.
– pelos idosos que estão em asilos, casas de repousos, solitários e desamparados dos familiares.
– por todos os jovens e por todas as crianças.
– por todas as casas que propagam o Evangelho de Jesus, por nossa Casa também e por todos os seus colaboradores e assistidos.
– por todos os nossos amigos e por aqueles que se colocam como nossos inimigos, que eles encontrem a liberdade e a paz.
– por todos os lares da terra, para que haja harmonia e paz entre os familiares.

– por fim, pedimos permissão para vibrarmos por nós mesmos, para que possamos ter sempre força e coragem para vencermos nossas próprias imperfeições e continuarmos perseverantes na fé, no amor e no caminho do bem para evoluirmos moral e espiritualmente.
E assim, envolvidos por estas vibrações de Paz e Amor, rogamos ainda Senhor Jesus, permissão para que os Benfeitores, encarregados da fluidificação das águas, depositem em nossas águas os fluidos necessárias ao nosso equilíbrio físico, espiritual e mental.

Agradecidos pela Tua presença Mestre Jesus e dos benfeitores espirituais em nossas vidas, queremos dar graças pelo imenso amor que nos invade o ser. Aos nossos anjos guardiões nossa gratidão por estarem sempre ao nosso lado, orientando-nos e auxiliando-nos em todos os momentos, principalmente naqueles em que nos sentimos mais frágeis, próximos de fraquejarmos diante das adversidades da vida.

A Deus o Pai da Vida, nossa gratidão eterna, pela oportunidade da presente reencarnação, pela vida neste maravilhoso Planeta, por nossos familiares queridos, por todos os amigos e também Senhor, por aqueles que se consideram nossos inimigos e se fazem instrumentos para nossa melhora intima.

Te agradecemos, Pai da Vida, pelo ano que se finda, que possamos ter um Novo Ano com Tuas bênçãos, regados pela Paz do Cristo, que nosso povo tenha o equilíbrio que tanto necessita e que possamos continuar nossa jornada evolutiva sempre amparados e esclarecidos pelo Evangelho de Jesus, roteiro de nossas vidas.

Que assim seja.

 

Um Novo Ano de paz e Bênçãos a todos.

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